28/11/2012 08:21

 

Mostra FILMARALHO no Museu Vitor Meirelles

 

 

PROGRAMAÇÃO:

 

  • Dia 29

Abertura
19h Exibição curtas “Kurt Kren- Aktionsfilmen” (Acionismo Vienense 1964-67 ) 45min
20h Debate“ A body arte é coisa de macho?” com Gustavo Motta
21h Exibição do longa “Sweet Movie” 1974, 99min

  • Dia 30

19h Exibição curtas “Dirty Diaries” , curtas feministas suecos, 59min 2009
20h Debate “Que é Feminismo Revolucionário?” com Lia Urbini e Jenny Granado
21h Exibição do longa “Trabalho ocasional de uma escrava”, Alexander Kluge, 1973, 87min

 

SINOPSES:

.> Aktionsfilmen (Filmes-ações), Kurt Kren

Kurt Kren (1929-1998), Viena, Áustria
Cineasta experimental, pioneiro do cinema estrutural, Kurt Kren trabalhou, nas décadas de 1960-70 com os artistas Otto Mühl e Günter Brus, membros do Acionismo Vienense, grupo radical de body art, com quem produziu os Filmes-ações. Também participou com os Acionistas do simpósio “Destruição na Arte” (Londres, 1966) e do happening Arte e Revolução (Universidade de Viena, 1968), onde seus filmes foram confiscados pela polícia. No processo que se seguiu, Kren foi demitido de seu emprego no Banco Nacional da Áustria, foi obrigado a se exilar na Alemanha e, posteriormente, nos Estados Unidos (onde viveu, em grande parte, dentro de seu carro).

 

6/64 Mama und Papa (Mãe e Pai)
16mm, colorido, silêncio, 3:57min
Material Action by Otto Muhl

7/64 Leda mit dem Swan (Leda e o Cisne)
16mm, colorido, silêncio, 2:56min
Material Action By Otto Muhl

8/64 Ana
16mm, p&b, silent, 2:40min
Action by Gunter Brus

9/64 O Tannenbaum (9/64 Árvore de Natal)
16mm, colorido, silêncio, 2:56min
Action by Otto Muhl
10/65 Selbstverstümmelung (Auto-mutilação)
16mm, p&b, silencio, 5:19min
Action by Gunter Brus

10b/65 Silber- Aktion Brus (Prata)———————
16mm, p&b, silencio, 2:34min
Action by Gunter Brus

10c/65 Brus Wunscht euch seine Weihnachten (Brus te deseja um feliz natal)
16mm, p&b, silent, 2:56min
Action with Gunter Bruss, Diana Bruss, Otto Muehl, Kurt Kren, etc.

12/66 Cosinus Alpha (Coseno Alfa)
16mm, colorido, silent, 9:16min
Material Action by Otto Muhl

13/67 Sinus Beta (Seno Beta)
16mm, p&b, silent, 5:58min

16/67 September 20th (20 de Setembro)
16mm, p&b, silent, 6:53min
Em colaboração com Günter Brus

 

>Sweet Movie, 1974
Diretor: Dusan Makavejev
Elenco: Carole Laure, Pierre Clémenti, Anna Prucnal, Sami Frey, Jane Mallett, Roy Callender, John Vernon, Hansi Roll, Otto Muehl, Roland topor
Produção: Vincent Malle
Roteiro: Dusan Makavejev
Fotografia: Pierre Lhomme
Trilha Sonora: Manos Hatzidakis
Duração: 99 min.
Ano: 1974
País: França/ Canadá/ Alemanha (RFA)
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 18 anos

Depois de perder a cidadania iugoslava ao se aliar aos ensinamentos do austríaco Wilhelm Reich com o filme W.R. Mistérios do Organismo , Dusan Makavejev rodou Sweet Movie no Canadá. Cheio de surrealismos e escatologia, trata-se de uma comédia levemente erótica co-produzida entre França, Canadá e Alemanha (na época, a Ocidental). Misturando bom humor e algumas doses de psicologia, o filme fala de uma Miss Universo (Carole Laure) e sua movimentada vida amorosa. Praticamente ao mesmo tempo em que ela se livra de um casamento fracassado (após leiloar sua virgindade num programa de tv) com um magnata do petróleo, ela mantém um fervilhante caso amoroso com um astro do rock. Tudo isso numa comunidade alternativa e radical. Enquanto isso, um barco navega pelos canais de Amsterdã carregando uma tripulação que inclui um refugiado do famoso Encouraçado Potemkin.

> Dirty Diaries, 2009

Dirty Diaries é uma coleção de curtas-metragens pornográficos produzidos por feministas suecas e coordenado por Mia Engberg. Os filmes individuais são altamente diversificados em conteúdo, embora apresentem em comum o questionamento da heteronormatividade. As decisões criativas foram baseadas em um manifesto feminista que também tem como objetivo criar pornografia não comercial.
O filme causou polêmica antes e depois de seu lançamento por causa do conteúdo sexualmente provocante e pelo fato de ter sido principalmente financiado através de fundos públicos.

http://www.dirtydiaries.se/
Produção: Mia Engberg
Produtora Executiva: Asa Sadzen
Distribuição: Njutafilms http://www.njutafilms.com/

Filmes:

  • Skin

Diretora: Elin Magnusson
13:43 min

  • Fruitcake

Diretora: Sara Kaaman e Ester Martin Bergsmark
7:27 min

  • Night Time

Diretora: Neli e Andreas
6:25 min

  • Dildoman

Diretora: Asa Sandzen
4:01 min

  • Body Contact

Diretora: Pella Kagerman
9:34min

  • Red Like Cherry

Diretora: Tora Martens
3:52 min

  • On Your Back Woman!

Diretora: Wolfe Nadam
5:15 min

  • Phone Fuck

Diretora: Ingrid Ryberg
6:34 min

  • Brown Cock

Diretora: Universal Pussy
5:11 min

  • Flasher Girl On Tour

Diretora: Joanna Rytel
12:53 min

  • For The Liberation Of Men

Diretora: Jennifer Rainsford
5:06 min

 

>Trabalho ocasional de uma escrava, 1973

Terceiro longa do Alemão Alexander Kluge, Trabalho ocasional de uma escrava é um dos mais conhecidos títulos de Kluge por explicitar o engajamento de seu cinema político. O filme Acompanha alguns meses na vida da família Bronski, em especial as perspectivas de Roswitha Bronski, que trabalha numa clínica clandestina de abortos para ter dinheiro para sustentar os filhos. O filme foi visto com ressalvas pelo movimento feminista da época porque não se filia a nenhuma leitura política imediata para consumo pronto, e o humor tem um papel direto nisso.

 

 

Sobre os organizadores e a mostra:

A mostra FILMARALHO visa fomentar a circulação e discussão de filmes que não são encontrados com facilidade no circuito convencional de cinema. O projeto nasceu no inicio do ano de 2012 dentro do Centro de Artes-Udesc com a organização de Jenny Granado e apoio do DART (Diretório Acadêmico de Artes) e do DAV (Departamento de Artes Visuais).

 

Gustavo Motta é artista gráfico e historiador da arte. Professor de História da Arte na Udesc. Mestre pelo PPGAV-ECA-USP com pesquisa sobre arte brasileira das déc. 1960/1970. Editor da revista DAZIBAO – crítica de arte. Membro do coletivo contradesenho de arte e do Centro de Estudos DESFORMAS (USP), é também colaborador da revista de crítica de arte Tatuí.

 

Lia Urbini se formou em ciências sociais pela FFLCH-USP. Trabalhou por 4 anos na Companhia do Latão, grupo paulista voltado ao teatro dialético. Leciona no cursinho popular Salvador Allende (SP) e pesquisa educação popular.
Jenny Granado cursa artes visuais na Udesc . Trabalha com performance, explorando seus desdobramentos no vídeo e na fotografia. É propositora dos projetos independentes “Nova Pasta” e “FILMARALHO”.

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